Objetivo do Blog

Este Blog surgiu da necessidade de um grupo de profissionais que estuda a questão das Transformações no Mundo do Trabalho e nossa intenção é  aumentar o debate sobre o tema.

Através de textos, filmes, resenhas de livros,  teses, indicações de leituras, e outras fontes, pretendemos  que um maior número de pessoas  possam  ter  acesso as discussões atuais  e, com isto, contribuir para ampliar o interesse pelo tema  através deste mecanismo dinâmico que é um blog.

Nossa intenção é que que possamos intervir, cada vez mais, no cotidiano dos trabalhadores , assegurar seus direitos e caminhar na construção de um mundo mais igualitário, o socialismo.

nosso email :  transmundodotrabalho@gmail.com

Cartilha do DIEESE: Jornada de trabalho 2009

CTB, a síntese do sindicalismo classista

do portal vermelho

Augusto César Petta *
A história do sindicalismo classista no Brasil inicia-se na segunda década do século XX. Até então, os anarco- sindicalistas mantinham a hegemonia do movimento sindical. Numa trajetória de grandes lutas – incluindo greves importantíssimas, como a de 1953 – o sindicalismo classista sofreu as duras conseqüências dos períodos ditatoriais, sobretudo daquele que se estendeu por 21 anos, a partir do Golpe Militar de 1964.
Acredita-se que, naquele triste período da nossa história, cerca de 10 mil sindicalistas foram banidos do movimento sindical brasileiro. Mas, mesmo com os duros golpes sofridos – o fato do modo de produção capitalista não resolver, nem de longe, os graves problemas sofridos pelos trabalhadores e trabalhadoras – dialeticamente, a combatividade do movimento sindical veio a tona, em vários momentos de nossa história.

A perspectiva da legitimação e da legalização de uma central sindical, que efetivamente representasse os interesses imediatos e históricos dos trabalhadores e das trabalhadoras brasileiros, sempre esteve presente entre os objetivos estratégicos do sindicalismo classista. Pretendia-se que essa central fosse única, dentro da perspectiva da importância da unidade, como instrumento fundamental para o enfrentamento da luta que se trava contra os interesses das classes dominantes. No entanto, por diversas questões – que não cabem ser tratadas neste artigo – o fato é que nasceram várias centrais no Brasil, a partir do ressurgimento do movimento sindical em meados dos anos 70 do século XX.

Essa história de luta classista de quase um século desemboca na fundação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB – em dezembro de 2007. A CTB nasceu com o compromisso definido de dar continuidade à luta para que o nosso país possa um dia chegar a se constituir numa sociedade sem explorados e exploradores, sem opressores e oprimidos. Para tanto, sabe que a trajetória é longa e coloca como meta atual a construção de um projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho e distribuição de renda. E mais especificamente, no ano de 2010, o grande objetivo de eleger candidatos e candidatas efetivamente comprometidos com os interesses do povo brasileiro.

Nos contatos que tenho estabelecido com sindicalistas classistas – durante a realização dos cursos básicos de formação do convênio CTB- CES – tenho observado o florescimento e desenvolvimento da CTB nos Estados. Em alguns, mais forte e representativa, com um número significativo de sindicatos filiados, em outros, apenas iniciando o trabalho de organização. Mas, em todos os Estados, a dedicação e a combatividade dos classistas fica muito evidente.

Caberá a CTB, nesse início de século, a grande responsabilidade de conduzir a riqueza acumulada nas grandes lutas travadas nos últimos 90 anos. Evidentemente, ela não atuará sozinha. Estará sempre buscando unificar suas posições com as demais Centrais, com os Movimentos Sociais, com a Federação Sindical Mundial, com os Partidos Políticos progressistas. A CTB é a síntese acumulada da bela história de lutas do sindicalismo classista. A nossa expectativa é que tenha vida longa e que consiga grandes avanços rumo à emancipação do proletariado!

Entrevista a Christophe de Dejours

Enviado por email por Celina Areas

“Um suicídio no trabalho é uma mensagem brutal”

Nos últimos anos, três ferramentas de gestão estiveram na base de uma transformação radical da maneira como trabalhamos: a avaliação individual do desempenho, a exigência de “qualidade total” e o outsourcing. O fenómeno gerou doenças mentais ligadas ao trabalho. Christophe Dejours, especialista na matéria, desmonta a espiral de solidão e de desespero que pode levar ao suicídio.
 
Psiquiatra, psicanalista e professor no Conservatoire National des Arts et Métiers, em Paris, Christophe Dejours dirige ali o Laboratório de Psicologia do Trabalho e da Acção – uma das raras equipas no mundo que estuda a relação entre trabalho e doença mental. Esteve há dias em Lisboa, onde, de gravata amarela, cabeleira “à Beethoven” e olhos risonhos a espreitar por detrás de pequenos óculos de massa redondos, falou do sofrimento no trabalho. Não apenas do sofrimento enquanto gerador de patologias mentais ou de esgotamentos, mas sobretudo enquanto base para a realização pessoal. Não há “trabalho vivo” sem sofrimento, sem afecto, sem envolvimento pessoal, explicou. É o sofrimento que mobiliza a inteligência e guia a intuição no trabalho, que permite chegar à solução que se procura.

Claro que no outro extremo da escala, nas condições de injustiça ou de assédio que hoje em dia se vivem por vezes nas empresas, há um tipo de sofrimento no trabalho que conduz ao isolamento, ao desespero, à depressão. No seu último livro, publicado há uns meses em França e intitulado Suicide et Travail: Que Faire? , Dejours aborda especificamente a questão do suicídio no trabalho, que se tornou muito mediática com a vaga de suicídios que se verificou recentemente na France Télécom.

Depois da conferência, o médico e cientista falou com o P2 sobre as causas laborais desses gestos extremos, trágicos e irreversíveis. Mais geralmente, explicou-nos como a destruição pelos gestores dos elos sociais no trabalho nos fragiliza a todos perante a doença mental Continuar lendo

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